Nattássia Thauane, Advogado

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Eliel Vieira, Diretor Comercial
Eliel Vieira
Comentário · há 7 anos
Caro Bruno Sachetini, entendo seu comentario, em partes, discutindo melhor talvez concorde com ele, mas o risco maior que vejo aqui é o de ser mal interpretado. Vi um comentário pedindo para que você não generalizasse. Pois bem, na época que estudei interpretação de texto no primário, "tem gente" e "mais um" eram elementos de distinção e não de generalização, entretanto, percebi que alguns interpretaram seu comentário como uma generalização.

Muito bem. Agora quanto ao mérito da questão, eu, como individuo defendo a bandeira das liberdades e que o direito de defender a vida há de ser sempre fundamental. Num estado onde essa missão é atribuída ao próprio estado, que não por acaso está falido, sobretudo naquilo que diz respeito à segurança pública, permitir que o indivíduo defenda a própria vida é indispensável. Obviamente que é uma clara manifestação de incompetência do estado de cumprir com seu dever constitucional de preservar a vida (art 225, parágrafo 1º da constituição se não me trai a memória agora) e a considerar que é mais fácil ou menos difícil terceirizar essa missão ao próprio cidadão, maior interessado e detentor do direito fundamental à vida do que assegurar que o estado cumpra seu papel, eu defendo sim a posse e o porte de armas. Não me parece necessário discutir que tudo precisa ser feito de forma ordeira, bem regulamentada, etc., mas em última análise o direto a vida, o direito de preservar sua própria vida quando o estado falha, não pode ser reduzido, diminuido ou limitado de forma alguma, _au contraire_, deve-se lançar mão de todos os meios que sem afetar outros direitos, auxiliem na garantia desse direito, que é o mais fundamental de todos, o da vida. E se portar arma é um deles, defendo então o porte dela. Se um dia o estado for capaz de me assegurar isso, de proteger minha vida ou a daqueles que de mim dependem, a qualquer momento e em qualquer lugar, reservo-me o direito de então mudar de opinião. Até lá, sigo o rumo de ideias que tracei acima.
Um abraço.
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